sábado, 18 de outubro de 2008

LULA EM MOÇAMBIQUE : FÁBRICA DE ANTI-RETROVIRAIS E ESCRITÓRIO DA FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ SÃO EXEMPLOS DO COMPROMISSO DO BRASIL COM O CONTINENTE AFRICANO


Lucas Bonanno, de Maputo,Moçambique, especial para Agência Aids.

O futuro da saúde de milhares de africanos será diretamente influenciado pelo Brasil. Em visita a Moçambique, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso do seu governo com o continente africano. “Nossa herança cultural deve-se muito a África... Em troca, temos como compromisso fazer a nossa parte para ajudar este continente”, disse Lula em discurso para comunidade brasileira em Maputo, a capital Moçambicana. O jornalista Lucas Bonanno acompanhou no país africano as atividades realizadas pelo governo brasileiro.

“A área da saúde será um dos nossos focos”, acrescentou o presidente brasileiro. No caso de Moçambique, o apoio brasileiro será ainda mais evidente, já que o país será beneficiado pela construção de uma fábrica de medicamentos contra a Aids e pela abertura do escritório regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Como moçambicano e Ministro da Saúde deste país, sinto me muito honrado em receber essa ajuda extraordinária do Brasil”, disse Paulo Ivo Garrido.

Para uma população de aproximadamente 21 milhões de habitantes, Moçambique tem um fraco sistema de saúde. A Malária é a doença que mais mata, seguida pela Aids, cujas estimativas locais indicam uma prevalência nacional do HIV em 16%.

Segundo o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a fábrica irá produzir em Moçambique 11 anti-retrovirais diferentes para compor o coquetel contra a Aids, além de oito medicamentos básicos, como a Amoxilina, o Diclofenaco e o Paracetamol. “Esta fábrica já estará ajudando a salvar vidas antes do final do mandato do governo Lula (2010)”, disse Temporão.

Com um investimento inicial de quatro milhões de dólares e um custo total de 13 milhões, a fábrica poderá produzir numa primeira fase medicamentos anti-retrovirais para suprir a demanda interna de Moçambique, mas em fases seguintes, poderá até exportar para os países vizinhos.

Paulo Buss, presidente da Fiocruz, explicou que o trabalho dessa fundação ajudará também a suprir a carência técnica de profissionais, formando, sobretudo, vários mestres em saúde pública. “Ao formarmos moçambicanos em Moçambique, contribuímos para que eles fiquem no país e que criem seus projetos de pesquisa no país”, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Somente comentários respeitosos serão aceitos, incluindo críticas, sugestões, dúvidas, elogios, opiniões etc.