quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Da eloqüência negra à ilusão capitalista



Hoje boa parte do Mundo comemora a vitória eleitoral democrata, com Barack Obama e Joe Biden, nas eleições presidenciais nos Estados Unidos da América (EUA). Sentimento influenciado em grande parte pelos monopólios da grande mídia. Em parte influenciado pela derrota de George W. Bush. Também me agrada o fato de um negro ser eleito presidente dos EUA. Porém, não esqueçamos de quem se trata. Sim, Barack Obama é um Conservador (com "c" maiúsculo), membro de um dos dois partidos que dominam a pior "democracia" do Mundo. Os democratas são tão imperialistas quanto os republicanos. Assassinos também caberia bem aos correligionários de Obama.

Se não vejamos a posição majoritária do partido Democrata em apoio a todas as guerras imperialistas impostas pelos EUA ao Mundo. Ou então o apoio do próprio Obama, comprometendo-se a dar continuidade, ao bloqueio dos EUA à Cuba e seus parceiros econômicos, assinado por um democrata, John F. Kennedy.

Obama é festejado pela grande mídia não por acaso, quem acreditar em acaso nesse aspecto está esperando até o hoje o Papai Noel e a bondade da Igreja Católica... Com o apoio da maioria dos "donos do Mundo", de bilionários não só dos EUA, sua campanha foi a mais rica da história. Contou também com um belo desconto de todas as grandes emissoras de televisão de sinal aberto dos EUA para a propaganda política mais cara da história, onde ocupou 30min do horário nobre de todas essas redes para discursar.

Quem lembra do último democrata que ocupou a Casa Branca? Bill Clinton. Sim, aquele que geriu os anos neoliberais na América Latina, junto com Fernando Henrique Cardoso, Carlos Menem, Alberto Fujimori, entre muitos outros...

Nos EUA não há democracia, há publicidade. Ou alguém aqui sabe o nome de outro candidato a presidência, fora John McCain e o próprio Obama? Caso duvidem da sua existência procurem por Ralph Nader do Partido Verde, será mais fácil achá-lo do que vislumbrar as chances de alguém avesso as grandes empresas multinacionais dos EUA conseguir se eleger. O próprio candidato à redentor do Mundo, Barack Obama, recusou um acordo com o adversário republicano de contar apenas com financiamento público de campanha. Se no início da disputa pela nomeação do Partido Democrata, Obama recebia pequenas doações pela rede mundial de computadores, ao final, já possuía apoios milionários. E posso garantir, não foi pelo simbolismo histórico nem pela eloqüência, mas pela ilusão que é e a continuação que proporcionará ao cambaleante império dos valores superfaturados, da especulação, das hecatombes no Iraque, Afeganistão, Coréias, Japão... das ditaduras na América Latina.

Ave Obama, aqueles que vão morrer (vítimas do imperialismo) te saúdam!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Somente comentários respeitosos serão aceitos, incluindo críticas, sugestões, dúvidas, elogios, opiniões etc.