quarta-feira, 22 de julho de 2009

Costa Rica, aulas e festas

Eu na Aula Interamericana.

Desculpem a demora, mas é complicado achar tempo para pulicar em meio a correria de viagem!

Relato agora, brevemente os dias de curso em San José.

Trata-se do melhor curso de direitos humanos internacional do continente, com participação expressiva de todos os países americanos em suas 27 edições.

Porém, tanta qualidade não deixa muito tempo para passear, pois fora as aulas de 8h30min às 13h e de 14h às 18h30min, ainda há atividades extra-curriculares, o que virtualmente toma todo o tempo do dia... mas da noite não! hehehe

Aula Interamericana. Foto: Pamela/IIDH.

Saí praticamente todos os dias, com excessão da quarta dia 15 de julho, depois da derrota do Cruzeiro na última partida da final da Libertadores da América, por 1x2 para o Estudiantes de la Plata, que diga-se de passagem, tinha um “estudiante” no curso, fora uma “banda” de argentinos e argentinas. A encarnação foi foda!

Eu encarnando no Frederico, antes da fatídica final no Mineirão... Foto: Pamela/IIDH.

No primeiro dia (domingo) já descobri o que viria a ser “o local” das noites do curso, o “Cuartel de la Boca del Monte”, que funciona todos os dias (acho eu). Após algumas tentativas frustradas, passei por acaso e entrei, era um show de trova e rock, com um violonista e vocal com um violinista (sim! muito legal).

Trova e rock no “Cuartel”.

Mas nada que as oito mesas ocupadas do lugar indicassem o que viria às segundas-feiras. O dia do lugar. Lotado, na primeira vez muitos gringos, como em toda Costa Rica, muita salsa, cumbia e merengue, na segunda vez foi bem melhor com uma banda que tocava de tudo, de cumbia à reggae, passando por rock e house! hehehe

Direito humano à diversão no “Cuartel”.

Fora esses lugares, conheci também o Jazz Café, que como o nome indica tem muito boa música do estilo, além de outros bares menores de rock, com destaque para o Caccio’s que abomina o reggaeton que domina a “Calle de la Amargura”, onde há muitos barzinhos.

Apoiado!

Óbvio que promovi uma festa brasileira, que começou no quarto e cresceu tendo que ir até o deck da piscina (o hotel era demais luxuoso), com direito à oficina de caipirinha, com a turma se formando com louvor. Resultado: 40 caipirinhas, 1 whisky e muita diversão. Houve outras festas, mas que não valem mencionar.

Oficina de caipirinha.

Fora isso, só a de encerramento do curso, que começou com uma hilária “escola de samba” costarriquenha, uma lástima! hehehe Mas terminou com outros tipos de música, bebida e comida na faixa, assim é bom né?!

Bem, voltado ao curso, em si, muito legal. A abertura foi com o Presidente da Costa Rica e ex-Nobel da Paz, Oscar Arias, fora outras personalidades políticas e do judiciário.

O bochechud... opa, quero deizer Presidente Arias. Foto: Pamela/IIDH.

Assistimos a uma audiência da Corte Interamericana que foi muito instrutiva! As conferências, no geral, eram boas. Com destaque para alguns professores e professoras fora do comum, oriundos de vários países.

Nos deram mais de 30 livros! Tive que enviar por correio ao Brasil... Tudo muito organizado, e de graça é mais gostoso. Ah, e sem comentários o hotel cinco estrelas com tudo pago! hehehe

Fiz boas amizades que espero reencontrar em breve. Sendo que uma já o fiz, na Cidade do Panamá.

De San José, parti à cidade do Panamá, de ônibus, vários ônibus, de cidade em cidade... O caminho na Costa Rica, para variar, é lindo, passando por montanhas e vulcões acima das nuvens, fora paradas muito interessantes.

Acima das nuvens na Costa Rica.

Desci na fronteira “Paso Canoas” e de lá peguei uma “buseta” para Bugado, não, calma, não é nada disso que estão pensando. É como se chamam os ônibus pequenos em espanhol...rsrsrsrs

Fronteira em Passo Canoas.

Nesse “ônibus pequeno”, fiz amizade com a Wendy, uma panamenha muito simpática e hospitaleira que me ofereceu a sua casa para descansar enquanto esperava por muitas horas o expresso (que vai parando...) para San José.

Esse caminho não vi nada... dormi no frio polar que fazia na “buseta” mais gelada da minha vida.

Cheguei bem cedinho à Cidade do Panamá, fui explorar seus encantos com a Cabocla Jarina carregada. Vi o Canal do Panamá (de longe), realmente muito impressionante, visitei o museo que conta a história da enorme obra que levou a vida de tanta gente...

”Cajo Viejo”, centro histórico da Cidade do Panamá.

Passei pela parte história e como depois, como já estava mais tarde, tipo umas 10h, marquei de me encontrar com uma colega do curso que mora lá.

Bem, aí e que foram elas... ela, no caso, não mora lá. Foi me encontrar de carro no centro e me perguntou o que eu queria fazer. Disse que seria bom passar na casa dela para deixar as coisas um tempo e ir passear, Perguntei se era longe. E foi aí que começou a saga do “caminho sem fim”.

Ela disse que era um pouco longe. Perguntei quanto em quilômetros, ela não sabia dizer, mas falou que dava “como veinte minutos de auto”. Bem, 20min de carro é bem relativo, depende se é em perímetro urbano ou em estrada e se há muitas subidas. Falei que a seguiria (com a bike toda carregada) e ela indo devagar no carro. Ela perguntou se eu conseguiria, meu orgulho falou alto e disse que sim!

Pois bem, saímos do centro às 11h30min (sol à pino!), avenida vai, avenida vem, subida vai, vai, vai mais e nada de chegar na casa dela. Sendo que ela ia muito rápido e sumia, até eu encontrá-la parada, me esperando em alguma esquina, antes de dobrar. Isso ocoreeu exatas sete vezes, e em todas ela dizia que já estava chegando... unhum! Sério, numa boa, ela morava fora da cidade, me dizia “es que vivo un poco metida” (em português seria “uma pouco escondida”). E bota escondida nisso! Além de subidas, muitas subidas...

Quando finalmente cheguei à porta de seu condomínio, juro, era o último antes do pedágio! Daí, morto após 1h20min, 28km de puras subidas e estradas, sem água (esqueci minha garrafinha no ônibus...) e num sol de rachar a cuca, entro no seu condomínio.

Entro, pedalo, pedalo, pedalo, dobro, contorno, dobro de novo, Ca$*#&@! Onde é a casa dela, por São Trotsky! Após mais 15min e 8km (sim, 8km apenas dentro do condomínio...) ela vira numa rua, a ladeira mais íngrime de todo o longo percurso, e lá estava a sua casa, a última, no alto da colina...

Morri e assei.

Ali terminou o meu “passeio” na Cidade do Panamá. Após um bom banho, almoço, só queria descansar. Ô leizinha de Murphy braba...

Ao menos tive um lugar tranquilo para desarmar a Jarina e vesti-la no seu malabike para que viajasse na “assassina de malabikes”, Copa Airlines. Claro que a minha amiga me levou ao aeroporto (“pertinho”, segundo ela... foram 20km!) de carro.

“Causos” de viagem...

Aqui em Cuba está tudo ótimo, estou ficando dois dias a mais do que esperva em Havana por dificulades de passagem e oportunidades de passeios... em alguns dias publico o relato daqui, aguardem!

2 comentários:

  1. apoio ao mundo sem reggaeton!!!

    ResponderExcluir
  2. Du Ca-ra-lho. Por la carretera...
    Volta ao mundo...É O MOMENTO !!!

    (Continua uma MERDA postar aqui, foda, muita força de vontade)

    ResponderExcluir

Somente comentários respeitosos serão aceitos, incluindo críticas, sugestões, dúvidas, elogios, opiniões etc.